SOBRE NÓS

Sociedade dos Observadores de Saci de Pontal — SP

A Sociedade dos Observadores de Saci de Pontal — SP surge a partir da necessidade de ocupar um espaço há muito aberto na nossa comunidade: o fantástico.

Mas não apenas.

Como sociedade observadora, nos propomos a refletir sobre nosso cotidiano, nossas referências, nosso consumo e nosso passado.

A partir de um movimento coletivo, buscamos retomar o diálogo com um universo fantástico, muitas vezes sobrenatural, e que vem sendo, a cada dia que passa, pisoteado pela indústria cultural estrangeira e pela falta de preservação de nossas próprias instituições culturais.

FOLCLORE✦MEMÓRIA✦CULTURA BRASILEIRA
NOSSA HISTÓRIA

Inspiração, independência e cultura brasileira.

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A Sociedade dos Observadores de Saci de Pontal — SP surge exatamente com a mesma proposta da Sociedade dos Observadores de Saci de São Luís do Paraitinga, que serviu como principal e única inspiração, e da qual não temos nenhum interesse em substituir.

A Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci) é uma organização não governamental criada em 2003 na cidade de São Luís do Paraitinga (SP), com o objetivo principal de defender, valorizar e difundir o folclore brasileiro e a tradição oral, adotando a figura icônica do Saci-Pererê como o grande símbolo da cultura popular nacional.

02

A Sociedade de Pontal - SP é completamente independente e sem fins lucrativos, e apenas se inspirou na iniciativa de Paraitinga para continuar o processo de difusão, defesa e valorização da cultura brasileira.

Além disso, propõe-se a ser mais atual, dialogando com a tecnologia, a comunicação e outras frentes que combatem o apagamento de um passado rico e importante.

OBSERVAR O FANTÁSTICO

Mas, afinal, o que seria observar um Saci?

Escultura do Saci-Pererê em meio à vegetação na Tijuca, no Rio de Janeiro
Escultura Naif — O Saci Pererê · Tijuca, Rio de JaneiroFoto: Estela Neto / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
O ATO

O ato consiste em ficar parado e quieto — de preferência escondido —, observando atentamente um redemoinho de vento se deslocando, à espera do travesso menino dar as caras para fazer suas travessuras.

O OLHAR

Mas também pode ser o ato de olhar para dentro de si e tentar fazer renascer uma sociedade onde o passado ainda é importante para imaginar o futuro;

onde as tradições importam e são valorizadas, ou questionadas e confrontadas quando preciso.

É olhar para fora, sentir o vento, ver as árvores balançando e pensar "é o Saci" — não porque haja necessariamente um Saci ali,

mas porque a natureza viva representa o fantástico que sempre esteve presente onde a vida brotou, e precisa continuar estando.

O Saci aqui é indiscutivelmente vivo, assim como a Caipora, a Mula sem Cabeça, o Lobisomem e tantos outros seres mágicos que habitam o imaginário coletivo que educa, inspira a imaginação e reflete as características do seu tempo e espaço na sociedade.

QUEM DEU INÍCIO A ESSA JORNADA

Os idealizadores do projeto

Duas trajetórias unidas pelo desejo de observar, preservar e manter viva a cultura popular brasileira.

Foto de Eduardo Leonardo Silva dos Santos
IDEALIZADOR · PONTAL, SP

Eduardo Leonardo Silva dos Santos

Redator e um dos idealizadores do Sacip — Sociedade dos Observadores de Saci. De Pontal, interior de São Paulo, é leitor assíduo e apaixonado pela cultura brasileira. No projeto, dedica-se à pesquisa e à produção de conteúdos sobre folclore, história, literatura, memória popular e identidade nacional, buscando valorizar as tradições e narrativas que formam o imaginário brasileiro.

Foto de Felipe Rodrigues Adão
IDEALIZADOR · PONTAL, SP

Felipe Rodrigues Adão

Felipe Rodrigues Adão é escritor amador, observador de Saci e um dos idealizadores do Sacip — Sociedade dos Observadores de Saci de Pontal. Migrante do Vale do Jequitinhonha, hoje mora em Pontal, no interior de São Paulo, e é apaixonado pela cultura popular brasileira e pelas histórias, tradições e saberes transmitidos entre gerações. No projeto, contribui para a valorização do folclore, da memória local e da identidade cultural brasileira, ajudando a construir um espaço dedicado à preservação de lendas, causos, personagens e manifestações populares.